domingo, 16 de junho de 2013

Hoje

Ao ler esta frase; "  como contar uma história que não tem principio nem fim" num qualquer site de psicologia... Lembrei-me da minha história, lembrei-me de mim, tive a repentina consciência da minha ainda existência, tal como há 46 anos quando abri os olhos e a única coisa que vi à minha frente foi uma rede que se perdia para alem da minha vista, nas mãos tinha um bonequinho, e tenho até hoje gravado na minha mente o pensamento que me atravessou o cérebro," eu sou a Paula, eu existo" e volto a minha cabeça e vejo a porta e para lá daquela porta estava o inferno e tem sido no inferno que eu tenho vivido até hoje tento ferozmente convencer-me de que sou feliz, e até sou em alguns momentos, nos momentos em que me lembro que me livrei das garras dos meus opressores e molestadores, que me libertei da escravidão de um marido/companheiro ou o raio que o parta, que não dependo de ninguém que tenho a minha casa por mais que eu odeie esta casa mas é minha e eu sou rainha absoluta dentro dela mas não lhe tenho amor nenhum odeio-a mesmo cada vez mais eu tenho horror a pessoas, sendo eu própria uma pessoa, e tenho noção plena do quanto eu sou amarga, do quanto eu sou triste, do quanto eu sou recalcada, apenas entre mim e algumas pessoas existe a diferença de que eu sou recalcada sim mas não me vingo em ninguém, nem tento prejudicar ninguém, disso eu tenho plena consciência, mas não sou caridosa e nem prestativa, já fui mas não o sou mais porque chegamos a um ponto na sociedade que até um pequeno gesto pode ser mal interpretado
no passado dia 13 de maio o monstro que foi o responsável em 50% pelo meu nascimento e 100% responsável pelo meu sofrimento, terá completado oitenta anos,

Imagem retirada da Internet com a ajuda do Google
Hoje eu sinto-me à toa como alias sempre me senti, só que hoje eu sinto que perco até os meus objectivos

Sem comentários:

Enviar um comentário